Inventos ecológicos
A mesma capacidade humana que produz, por exemplo, armamento cada vez mais sofisticado, felizmente também se volta a criar produtos cujos fins são bem mais construtivos.

Nesse campo, figuram com mérito as invenções ecológicas, propostas práticas para a resolução dos desafios contemporâneos sob o prisma da conservação dos recursos naturais. De São Paulo, dois desses inventos começam a ganhar visibilidade e mercado nacionais. Os empresários Elerson Vieira e Sidnei Alves (na foto ao lado, do jornal TodoDia), lotados na cidade de Americana, criaram uma máquina que coleta latas de alumínio para reciclagem, já devidamente patenteada. Cada latinha nela inserida gera um cupom com os créditos para o consumidor, a serem convertidos em desconto no local onde o equipamento estiver instalado.

Um protótipo funciona há sete meses em uma loja da rede de supermercados São Vicente, na cidade de Santa Bárbara D’Oeste, na Região Metropolitana de Campinas. Neste período, a máquina já recebeu cerca de 50 mil latinhas – cada uma valendo quatro centavos de desconto ao consumidor na compra.

Elerson e Sidnei ganham com o aluguel do equipamento; o supermercado lucra em boa imagem e na atração de clientes. As latas seguem para a recicladora final, em Campinas, e o meio ambiente agradece penhoradamente. A proposta vai ganhando corpo. “Estamos negociando para colocar uma máquina em um shopping da capital e em um posto de combustíveis em Americana, da rede Ipiranga”, antecipou Sidnei Alves a AmbienteBrasil. Segundo ele, estão em curso também entendimentos com a cervejaria Crystal, para colocar a máquina, com a sua marca, em supermercados, e com a Coca-Cola, que pretende levar o equipamento a eventos promovidos por ela. Os empresários inventaram também coletores de pilhas e baterias já espalhados em 70 pontos comerciais de Americana. A novidade é que eles são feitos com tubos usados de pasta de dente, mesmo material das “lixeiras ecológicas”, outra invenção da dupla, já adquirida pela rede São Vicente, que tem onze lojas na Região Metropolitana de Campinas.

O Banco Real pode também se tornar um grande comprador das lixeiras. “Estamos vendo para colocar nas agências, estão previstas umas seis mil para o ano que vem”, diz Sidnei.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
     
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